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O Palacete de São Bento

O palacete onde está instalado o Gabinete do Primeiro-Ministro, oficialmente denominado Residência Oficial do Primeiro-Ministro, foi mandado construir em 1877 por Joaquim Machado Cayres para sua residência.

Situado num parque com mais de dois hectares, o palacete ocupa um dos terrenos que integravam desde 1598 a cerca do Convento de São Bento da Saúde.

Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, o edifício conventual foi transformado em Palácio das Cortes, posteriormente Assembleia Nacional e, após a revolução do 25 de abril de 1974, Assembleia da República. Num dos terrenos contíguos à atual Assembleia, comprado por Machado Cayres, foi edificado o palacete, adquirido pelo Estado em 1937 através de expropriação, para nele instalar a Residência Oficial do Presidente do Conselho.

Depois das obras de reparação e adaptação, António de Oliveira Salazar passou a habitar a casa em maio de 1938. A inauguração oficial teve lugar em abril de 1939.

As obras de remodelação incluíram a construção de uma escadaria monumental, da autoria do arquiteto Cristino da Silva, que liga a Residência Oficial ao Parlamento a partir da parte interior do parque, aberta na ocasião para facilitar a comunicação entre os dois edifícios.

Em 1971, já com Marcello Caetano na chefia do Governo, o palacete sofreu a maior remodelação da sua história, que abrangeu desde as fundações até toda a organização do espaço interior. A intervenção, em que do edifício original pouco mais foi mantido do que as quatro fachadas, incluiu a edificação de um novo andar onde anteriormente existia o sótão.

O edifício atual, nas suas linhas estruturais, corresponde em grande parte ao desenho fixado em 1971.

Depois da Revolução de 25 de abril de 1974, a Residência Oficial sofreu intervenções mais ou menos importantes de acordo com a duração dos Governos, a utilização ou não do palacete como residência e as necessidades de renovação e conservação que se foram sentindo.

O Palacete integra, para além do edifício principal, um jardim com cerca de dois hectares, utilizado como complemento natural nas funções protocolares e de representação inerentes à Residência Oficial do Primeiro-Ministro.


O Jardim do Palacete de São Bento está classificado no Plano Diretor Municipal de Lisboa na categoria de Património Edificado e Paisagístico, constituindo um conjunto de notável relevância do ponto de vista cultural, arquitetónico, artístico e botânico, com os seus elementos escultóricos e decorativos, e cumulativamente, com um elevado valor histórico, sobretudo pelas épocas e funções a que esteve e está associado.


Desde 2016, por iniciativa do Primeiro-Ministro António Costa, o jardim do Palacete de São Bento está aberto à população um dia por semana, tendo em vista a fruição pelos cidadãos de mais um espaço verde, existente na cidade de Lisboa, com acesso tradicionalmente condicionado.
Desde então, tem sido possível visitá-lo aos domingos, entre as 10h e as 18h na primavera e verão e entre as 10h e as 17h no outono e inverno.

Quem visita o jardim encontra várias obras que nele têm sido implantadas ao longo dos tempos, desde a escultura em mármore de Leopoldo de Almeida, denominada Meditação (1939), até obras contemporâneas, de que é exemplo o painel tridimensional em azulejo de Lourdes Castro, Aqui Agora, inaugurado em 2019.

ROPMLourdesCastro-13
Alexandre Farto (Vhils) - 2017
José Pedro Croft - 2004
João Cutileiro - 2000
ROPM_FotoEspadaDamocles
Leopoldo de Almeida - 1939